quinta-feira, 3 de abril de 2014

DIA DA DIOCESE



Queridos diocesanos:

No dia 18 de Maio, celebra-se, em Vila Real, o Dia Diocesano, que é uma ocasião de celebrarmos e testemunharmos a nossa fé em Deus que se revelou em Jesus Cristo. Exorto a que todos se comprometam na celebração deste evento e não esqueçam o lema do ano pastoral: "lde e fazei Discípulos... " (Mt 28,19).

Sem coerência de vida, sem conversão do coração e sem testemunho de boas obras, a nossa fé é irrelevante e a sociedade não será diferente. 

É com o intuito de todos poderem testemunhar publicamente a fé vivida nas comunidades, que o Conselho de Pastoral Diocesano disponibiliza transporte e almoço para todas as pessoas que, desta paróquia, queiram participar nesta celebração. O preço do autocarro e almoço é de 9 euros, podendo os interessados fazer a sua inscrição na sacristia ou junto do pároco até ao dia 25 de Abril.


 D. Amândio José Tomás

Bispo de Vila Real

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

MENSAGEM DO SANTO PADRE PARA A QUARESMA DE 2014

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
 PARA A QUARESMA DE 2014
Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza(cf. 2 Cor 8, 9)

Queridos irmãos e irmãs!
Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: «Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor 8, 9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?
A graça de Cristo
Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo de Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: «sendo rico, Se fez pobre por vós». Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, «esvaziou-Se», para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2, 7; Heb 4, 15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez connosco. Na realidade, Jesus «trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado» (Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes22).
A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas – como diz São Paulo – «para vos enriquecer com a sua pobreza»Não se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. Deus não fez cair do alto a salvação sobre nós, como a esmola de quem dá parte do próprio supérfluo com piedade filantrópica. Não é assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Baptista para O baptizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fá-lo para se colocar no meio do povo necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos consolar, salvar, libertar da nossa miséria. Faz impressão ouvir o Apóstolo dizer que fomos libertados, não por meio da riqueza de Cristo, mas por meio da sua pobreza. E todavia São Paulo conhece bem a «insondável riqueza de Cristo» (Ef 3, 8), «herdeiro de todas as coisas» (Heb 1, 2).
Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na berma da estrada (cf. Lc 10, 25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu amor e da sua ternura. A riqueza de Jesus é Ele ser o Filho: a sua relação única com o Pai é a prerrogativa soberana deste Messias pobre. Quando Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu «jugo suave» (cf. Mt 11, 30), convida-nos a enriquecer-nos com esta sua «rica pobreza» e «pobre riqueza», a partilhar com Ele o seu Espírito filial e fraterno, a tornar-nos filhos no Filho, irmãos no Irmão Primogénito (cf.Rm 8, 29).
Foi dito que a única verdadeira tristeza é não ser santos (Léon Bloy); poder-se-ia dizer também que só há uma verdadeira miséria: é não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo.
O nosso testemunho
Poderíamos pensar que este «caminho» da pobreza fora o de Jesus, mas não o nosso: nós, que viemos depois d'Ele, podemos salvar o mundo com meios humanos adequados. Isto não é verdade. Em cada época e lugar, Deus continua a salvar os homens e o mundo por meio da pobreza de Cristo, que Se faz pobre nos Sacramentos, na Palavra e na sua Igreja, que é um povo de pobres. A riqueza de Deus não pode passar através da nossa riqueza, mas sempre e apenas através da nossa pobreza, pessoal e comunitária, animada pelo Espírito de Cristo.
À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiénicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diakonia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo. O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.
Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína económica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.
O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana.
Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói.
Pedimos a graça do Espírito Santo que nos permita ser «tidos por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo» (2 Cor 6, 10). Que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia. Com estes votos, asseguro a minha oração para que cada crente e cada comunidade eclesial percorra frutuosamente o itinerário quaresmal, e peço-vos que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!
Vaticano, 26 de Dezembro de 2013
Festa de Santo Estêvão, diácono e protomártir

FRANCISCO

MENSAGEM DO SR. BISPO DE VILA REAL PARA A QUARESMA DE 2014

Quaresma e Páscoa, conversão e ajuda aos pobres

Caros Diocesanos, boa Páscoa e Quaresma de oração, renúncia e partilha!

A Páscoa é passagem, mudança de vida do Ressuscitado, que se fez homem para nos salvar. É o mistério da morte e ressurreição ou retorno do Filho ao Pai, donde veio, para nos dar a vida de Deus. Evitai o mal, fazei o bem, para serdes felizes, pois “a glória de Deus é o homem vivo e o desejo do homem é ver a Deus”, diz S. Ireneu. O Ressuscitado venceu o pecado e a morte para nos dar a eterna alegria da vida divina, gloriosa e autêntica.

1.- O amor a Deus e ao próximo faz feliz quem vive e aposta, no dom da solidariedade, na empatia com outro, no bem comum, compaixão e perdão. O Papa Francisco fala da ‘globalização da indiferença’ e do assobiar para canto. O remédio contra o mal e apatia é fazer bem, retirar de nós o ódio, o desinteresse e a escravização do próximo. O culto das criaturas torna-nos escravos do efémero e descartável, leva ao desespero, tristeza, cegueira, auto-endeusamento e auto-suficiência e mergulha-nos na ilusão do ‘eclipse de Deus’, vegetando impenitentes, sem arrependimento e dor de coração.
  
2.- A Quaresma prepara a Páscoa da Ressurreição, a nova criação e a vida gloriosa, com a ascese, a conversão e a passagem obrigatória pela morte e dom de si, imitando Jesus que veio, para dar a vida por nós, renunciando ao poder e à glória. A Quaresma deve levar-nos à imitação de Cristo, à renúncia, ao êxodo, à partilha e ao amor fraterno.

Deus encarnou, fez-se um de nós, para termos “os mesmos sentimentos que existiam em Cristo Jesus” (Fil.2,5), imitando-o, dando a vida, saindo de nós, indo ao encontro e ajudando, pois “há mais alegria em dar que em receber”(Act.20,35). Há que anunciar Cristo, com coragem, alegria e convicção, sem medo, nem vergonha, e amar os pobres, com fraterna solicitude, pois Deus quer ser encontrado e servido neles.

A renúncia é a penitência que nos impomos e a ressurreição esperada é precedida da paixão e morte de Jesus, que viveu a condição humana, morreu uma só vez, para, na carne assumida, viver, para sempre, com o Pai, na unidade do Espírito Santo. A dádiva do despojamento e sacrifício prepara a alegria duradoura de amar e ser amados, por Aquele que amou primeiro e nos surpreendeu, com a dádiva da vida, assumida no seio de Maria Santíssima, e que Ele, voluntariamente, ofereceu por nós no altar da cruz.  

3.- A vida moderna é de progresso técnico e de benefícios e malefícios dos meios de comunicação, rápidos e maravilhosos. O que sucede, aqui e agora, é, imediatamente, conhecido, em todo o mundo. A informação torna o mundo diversificado e plural, uma aldeia global, bombardeada por várias propostas e modos de viver e ver o mundo, que não ajudam, automaticamente, a gente a criar entendimento, amizade e reconciliação. As pessoas vivem fechadas, no egoísmo e narcisismo, vítimas do progresso. Volta-se o feitiço contra o feiticeiro. Cresce a apatia, a indiferença e insensibilidade. Não se olha o bem comum. Não há solidariedade. A informação faz a aldeia global, mas não ajuda a amizade, a empatia e o encontro humano. Bento XVI observou, que as técnicas de comunicação nos fazem vizinhos, mas não obrigatoriamente irmãos uns dos outros.

4. O cristão ama, partilha e dá, com solicitude, para mitigar a dor e miséria dos outros. Os Peditórios Paroquiais, para os fins indicados, pela Igreja, e o Contributo Penitencial Quaresmal ou Bula da Cruzada, sob tutela do Bispo, fazem-se para ajudar necessidades elencadas e específicas. Mas, para lá dessas dádivas, cada fiel pode e deve praticar a Renúncia Voluntária, que a si mesmo se impõe, privando-se do que entende. A recolha diocesana da Renúncia Voluntária, dita Quaresmal, feita ao longo do ano, é canalizada, pelo bispo diocesano, para fim apropriado, segundo ditame da sua solicitude pastoral.

A Renúncia destina-se aos necessitados, socorridos pela privação voluntária de muitos. Na diocese de Vila Real, no ano passado, a Renúncia reverteu, para o Fundo Social Diocesano, ao qual, em especial, a Caritas Diocesana está associada.

A Renúncia Voluntária deste ano reverte para as Conferências de S. Vicente de Paulo, como gesto de apreço, no Jubileu do Bem-Aventurado Frederico Ozanam, nascido a 23 de Abril de 1813. As conferências testemunham o amor de Deus, em Cristo, que quer ser servido nos pobres. O Bem-Aventurado Ozanam, na senda de S. Vicente de Paulo, deixou-nos um instrumento, que devemos vitalizar e expandir na Diocese, pois a fé sem obras é morta. A fé exige as obras de caridade e estas são a manifestação da fé viva, coerente e consequente, pois “pregar e não praticar é parecer-se com o sino que toca para a missa e nunca lá aparece”, como diz S. Francisco de Sales.

Há que recrutar e formar gente nova, que testemunhe a fé e a caridade, com a prática das Obras de Misericórdia, a ajuda, o conforto e serviço aos indigentes e abandonados. Unido a todos, na fé e na oração a Deus, Vos saúda o Vosso bispo, que pede a Deus Misericordioso que Vos abençoe e recompense pelo bem feito aos pobres.

Vila Real, 2 de Fevereiro de 2014

+ Amândio José Tomás  

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

FORMAÇÃO PERMANENTE DO CLERO

“A RESSURREIÇÃO DE JESUS E A NOSSA RESSURREIÇÃO”

FORMAÇÃO PERMANENTE DO CLERO

Auditório - Seminário de Vila Real

17-20 de Fevereiro de 2014

Segunda - 17 de fevereiro - Porto

10.15h - Conferência: JESUS RESSUSCITADO NO HORIZONTE HISTÓROCO DO SABER DA FÉ

11.30h - Conferência: JESUS RESSUSCITADO, ATUALIDADE DO EVENTO

15.00h - Conferência: LEITURA MEDITADA DE TEXTOS DA RESSURREIÇÃO

Prof. Doutor Pierangelo Sequeri

Prof. Doutor Pierangelo Sequeri

Prof. Doutor D. António Couto

Terça - 18 de fevereiro - Vila Real

10.00h - Oração de Laudes

10.30h - Conferência: A RESSURREIÇÃO DE JESUS E A NOSSA ENTRE O SINAL E O DESEJO

Prof. Doutor José Carlos Carvalho

Debate

14.30h - Oração da Hora Intermédia

Conferência: A RESSURREIÇÃO NA RECONCILIAÇÃO E NA PRÁTICA TERAPÊUTICA

Prof. Doutor José Carlos Carvalho

Debate

Quarta - 19 de fevereiro - Vila Real

10.00h - Oração de Laudes

10.30h - Conferência: O PROBLEMA DA RESSURREIÇÃONA CULTURA BÍBLICA

Prof. Doutor Andres Torres Queiruga

Debate

14.30h - Hora Intermédia

Conferência: A INTERPRETAÇÃO DA RESSURREIÇÃO NA CULTURA ATUAL

Prof. Doutor Andres Torres Queiruga

Debate

Quinta - 20 de fevereiro - Vila Real

10.00h - Oração de Laudes

10.30h - Conferência: O MISTÉRIO PASCAL NO RITUAL DAS EXÉQUIAS

Dr. João Peixoto

Debate

14.30h - Hora Intermédia

Conferência: O MISTÉRIO PASCAL NO RITUAL DAS EXÉQUIAS:

Dr. João Peixoto

Debate

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES PASTORAIS

16.00h - Memória evocativa de D. José de Aquino Pereira, antigo aluno do Seminário (1931-1937) e

bispo no Brasil (1958-2011).

Encerramento: Senhor D. Amândio José Tomás

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

INÍCIO DO SEGUNDO TRIMESTRE DA EDEF

O CENTRO CATÓLICO DE CULTURA INFORMA QUE AS ACTIVIDADES LECTIVAS DA EDEF (ESCOLA DIOCESANA DE EDUCAÇÃO DA FÉ) RECOMEÇARÃO NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA, DIA 10 DE JANEIRO, ÀS 21 HORAS, COM UMA CONFERÊNCIA PELO PADRE PAULO MALÍCIA, DIRECTOR DA CATEQUESE E DA PASTORAL ESCOLAR DO PATRIARCADO DE LISBOA. 
A CONFERÊNCIA TERÁ COMO TÍTULO "A PALAVRA DE DEUS: FONTE DA VIDA E DA MISSÃO DA IGREJA" E É DESTINADA A TODOS OS PARTICIPANTES DO CURSO, DE VILA REAL E DE CHAVES: CATEQUISTAS E ANIMADORES DE GRUPOS DE ESTUDO E ORAÇÃO BÍBLICA. É TAMBÉM ABERTA A TODOS OS QUE, DAS NOSSAS PARÓQUIAS E MOVIMENTOS DE APOSTOLADO, QUEIRAM COMPARECER.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A ÚLTIMA DAS LIBERDADES


             Têm sido muito discutidos anunciados projetos governamentais que tendem a dar às famílias a oportunidade de optar, sem maiores encargos financeiros, entre escolas estatais e não estatais.
            Esta discussão tem assumido contornos marcadamente ideológicos, dividindo a direita e a esquerda. Não é assim em países em que, desde há muito (como a Bélgica e a Holanda) ou mais recentemente (como a Suécia), vigoram sistemas como os que agora são propostos e que aí recolhem consensos que ultrapassam as querelas ideológicas entre direita e esquerda.
            Contra esses sistemas, tem-se dito entre nós que favorecerem as escolas privadas em detrimento das públicas, sendo que estas representam um espaço privilegiado de convívio pluralista e socialmente diversificado, quando as primeiras contribuem para a segregação social e religiosa.
            Este tipo de críticas esquece o princípio básico que nesta matéria está em jogo. Não se trata de favorecer escolas privadas em detrimento das públicas, nem de colocar umas e outras em confronto, como se umas fossem sistematicamente melhores do que as outras. Nem se trata, apenas ou fundamentalmente, de colher os benefícios da concorrência também nesta área. O que está em causa é, acima de tudo, o valor da liberdade de ensino, que supõe a liberdade de escolha entre vários modelos. E os vários modelos em confronto não refletem apenas o maior ou menor sucesso de uns ou outros, nem simples diferenças de técnicas pedagógicas, refletem também diferentes propostas quanto à visão da pessoa humana e da sua vocação, incluindo na sua dimensão religiosa. É fundamentalmente este aspeto que confere a maior relevância ao princípio, consagrado no artigo 26.º, n.º 3, da Declaração Universal dos Direitos Humanos, de que «aos pais compete a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos».
            Nesta linha, proclama a Carta dos Direitos da Família (apresentada há trinta anos pela Santa Sé a todo o mundo), no seu artigo 5.º, b), que «os pais têm o direito de escolher livremente as escolas ou outros meios necessários para educar os seus filhos, em conformidade com as suas convicções. Os poderes públicos, ao repartiram os subsídios públicos, devem fazer de tal forma que os pais fiquem verdadeiramente livres de exercer este direito sem terem que se sujeitar a ónus injustos.»  
            Não se trata de desvalorizar a escola pública. Esta não há-de desaparecer, como não desapareceu em nenhum dos países acima referidos. O Estado mantém responsabilidades neste campo, só deixa de atuar em monopólio e passa a fazê-lo de forma concorrente ou supletiva. Haverá quem, no exercício da sua liberdade, opte por escolas estatais e haverá muitos locais onde não chegam iniciativas particulares e tem de chegar o Estado.
            Quem reconheça mais vantagens na escola pública, pelo seu pluralismo e suposta neutralidade, continuará a ter o direito de por ela optar. Mas quem considere que essa neutralidade não existe, é apenas aparente ou se traduz em relativismo, ou que a irrelevância da dimensão religiosa da pessoa torna qualquer ensino truncado e incompleto, também há-de poder optar por outro tipo de escolas. Estas podem propor (sem impor) um ensino de inspiração cristã ou outra, mas não são necessariamente fechadas a pessoas de outras convicções.
            Muitas vezes se associa o ensino não estatal a uma classe socialmente privilegiada. Essa classe é a que hoje, em Portugal e com poucas exceções, pode beneficiar desta tão importante liberdade de escolha. Qualquer proposta que, através do financiamento público das escolas ou das próprias famílias, permita alargar essa liberdade de escolha a qualquer família, independentemente dos seus recursos, contribui para reduzir a injustiça social do sistema que entre nós vigora.
            Esta injustiça tem levado a que se diga da liberdade de ensino que é, entre nós, a “última das liberdades”, ou seja, a que, em quase quarenta anos de democracia, ainda aguarda o seu pleno exercício por todas as famílias. É sabido como, historicamente, os regimes políticos totalitários sempre pretenderam substituir as famílias através do doutrinamento das gerações jovens com recurso ao ensino estatal. Só a liberdade de ensino afasta definitivamente esse risco e respeita cabalmente os direitos da família.



                                                                   Pedro Vaz Patto                    

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

D. JOAQUIM GONÇALVES


FALECEU O SENHOR DOM JOAQUIM GONÇALVES

BISPO EMÉRITO DA DIOCESE DE VILA REAL


Faleceu hoje, pelas 16.00h, na Póvoa de Varzim, onde residia com o irmão padre e uma irmã, enfermeira aposentada, vítima de ataque cardíaco.

Naturalidade

Nasceu aos 17.05.1936 na freguesia de Revelhe (lugar de Cortegaça, concelho de Fafe, Arquidiocese e Distrito de Braga, filho de António Gonçalves e de Albertina Rodrigues Ferreira e Melo, sendo o terceiro de oito filhos.
Na aldeia fez a escola primária.

Estudos

Desde 1948 a 1960 frequentou e concluiu os cursos de Humanidades, Filosofia e Teologia nos Seminários Arquidiocesanos de Braga, sendo ordenado Presbítero aos 10.07.1960, na capela do Seminário Conciliar de Braga.
Nesse mesmo ano foi nomeado Coadjutor da paróquia de S. José de Ribamar – Póvoa de Varzim, e professor de Educação Moral e Religiosa Católica no então Liceu Eça de Queiroz até 1976, sendo também Assistente local do CNE (Escutismo Católico Português) e das ENS (Equipas de Nossa Senhora) e do CPM (Centro de Preparação para o Matrimónio), deste em plano nacional.
Em 1974 licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, disciplina que leccionou nas Escolas Secundárias de Barcelos, Eça de Queiroz na Póvoa de Varzim e Sá de Mirande em Braga, de que foi professor efectivo.

Vida episcopal

Em 18 de Outubro de 1981, na cripta da Basílica do Sameiro (Braga, foi ordenado Bispo Auxiliar de Braga, com o título de Ursona (Osuna, cidade vizinha de Sevilha), sendo o primeiro bispo natural do concelho de Fafe.
Trabalhou na Arquidiocese até 1987 e em Maio desse ano foi nomeado Bispo Coadjutor de Vila Real, de que tomou posse canónica  aos 24.061987, e onde entrou solenemente aos 28 do mês de Junho desse ano.
A 18.01.1991 tornou-se o 4.º Bispo da Diocese.
Na Conferência Episcopal Portuguesa foi membro da “Comissão Episcopal das Migrações e Turismo”,da “Comissão Episcopal de Liturgia e Presidente da Comissão Episcopal das Missões”e fez parte do Conselho Superior da Universidade Católica Portuguesa
Em 13.10.1987, ainda Bispo Coadjutor, dava início à publicação da IGREJA DIOCESANA - Folha de Informação e Comunhão Pastoral da Diocese de Vila Real, em folhas fotocopiadas. O último número  data de Dezembro de 1993. Reapareceria mais tarde com o mesmo título, como Jornal trimestral e ainda continua..
Organizador e organizado, em Abril de 1989 publicava os Estatutos do Arciprestado, acompanhou muito de perto a revisão dos Estatutos do Conselho Presbiteral, publicados na segunda versão e a primeira depois da publicação do novo Código de Direito Canónico, em 1989, aprovados pelo senhor D. António Cardoso Cunha. Promoveu festa de homenagem e despedida ao senhor D. António Cardoso Cunha, em 16 de Fevereiro de 1991, que, devido às disposições conciliares, pediu a resignação aos 75 anos e lhe seria concedida a 19 de Janeiro 1991.
O Centro Católico de Cultura seria criado em Novembro de 1991; em Junho de 1991 foram os Estatutos do Conselho Económico Paroquial.
Citemos ainda os Planos de Pastoral, com sugestões para as próprias actividades a realizar, ao longo de vários anos.
Para o Clero instituiu as recolecções mensais, o Dia de Retiro no princípio da Quaresma e animou a construção da Casa para o Clero idoso ou doente.

Trabalhos publicados

Durante os anos de vida académica colaborou nos jornais rgionais: Povo de Fafe e Diário do Minho, e já sacerdote, no Seminário Ala Arriba da Póvoa do Varzim, e na revista de pastoral Celebração Litúrgica (Braga).
Publicou no «Boletim do CPM» um trabalho de pastoral social sobre “A Dimensão Social do Matrimónio” e um outro sobre “O Apostolado do Doente” no II Congresso de Problemas de Apostolado, em Braga.
Do seu magistério episcopal há algumas homilias publicadas no Boletim oficial da Arquidiocese de Braga – “Acção Católica” e tem colaboração variada, ao longo dos vários anos de Bispo em Vila Real, no semanário “A Voz de Trás-os-Montes” e, muitas vezes, no pequenino Boletim “Ave Maria”.
Publicou, por ocasião dos 75 anos da Diocese, a Pastoral «Um Povo em Festa», na Páscoa de 1993, a reflexão pastoral sobre as Festas Religiosas – texto de reflexão e normativo e um livrinho, muito simples, acessível a todos, sobre o Baptismo.
Possui inéditos alguns textos poéticos, um deles – A Noiva do Marão – musicado para uma cantata por J. Santos e executada em Roma,  A Travessia – poema Transmontano – por ocasião do”XXV aniversário da minha Ordenação”, em 18 de Outubro de 2006, em oratória, publicada em livro e em CD, executada em Roma (onde foi gravada) e em todos os concelhos da Diocese. .
Lembremos ainda os opúsculos sobre os Vitrais da Catedral, sobre a Igreja do Carmo, em Vila Real e o Outro Jonas onde revive a experiência da passagem à vida, quando do transplante.

Não é possível referenciar tudo… tão vasta e variada é a sua obra.

Homem experimentado no sofrimento

Quando veio para Vila Real, acompanhava-o uma preocupação: a sinusite que o perseguia desde há anos. E, de facto, numa das primeiras noites sentiu-se mal. Chamado o médico do Seminário, o já falecido Dr. Campos (Filho) disse-lhe: “Senhor Bispo, não se trata de sinusite, ou eu me engano muito ou é do coração. Consulte quanto antes um bom cardiologista. Olhe que as coisas não estão bem”. E no dia seguinte foi ao Porto e já não voltou para Vila Real sem a operação às coronárias. A 12 de Janeiro de 2008, é novamente operado, desta vez para receber o transplante, o 1.º em Portugal numa pessoa com idade tão avançada. Foi o sucesso que lhe permitiu viver até hoje.

A Igreja e a Diocese perdem um grande bispo, de palavra fácil, bom comunicador, com grande capacidade de adaptação ao auditório, acessível à gente mais simples, com um sentido muito grande de pastoral.

Senhor Dom Joaquim, a Diocese de Vila Real está-lhe muito grata e pede ao Senhor da Messe e Cabeça da Igreja que lhe abra as portas do seu Reino. 



Vila Real, 31 de Dezembro de 2013