O Centro Católico de Cultura da Diocese de Vila Real saúda cordialmente todos os visitantes. Estamos ao serviço da Igreja em ordem à formação permanente dos cristãos. Além de divulgarmos as iniciativas que vamos tomando para a evangelização e aprofundamento da fé, estaremos atentos às notícias e expressões culturais do tempo em que vivemos, procurando promover um verdadeiro e frutuoso diálogo entre a fé e a cultura. Boa visita. O responsável, Padre Manuel da Silva Coutinho
quarta-feira, 15 de maio de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
SOBRE O “MEMORIAL DO CONVENTO”
Ao
acompanhar os estudos dos meus filhos, dei particular atenção às obras de
literatura portuguesa de leitura obrigatória para os alunos do secundário, onde
se inclui, com grande relevo, o Memorial
do Convento de José Saramago.
Está
fora de questão o mérito literário de José Saramago, que lhe valeu o Prémio
Nobel e que faz com que já me tenha deparado com traduções das suas obras em
escaparates de livrarias de vários países.
Mas não posso deixar de sublinhar a forma repetitiva, insistente, quase obsessiva, como nessa obra está presente a crítica à religião católica. Esta é associada à intolerância inquisitorial, à superstição ridícula, à repressão da sexualidade (também esta uma obsessão), ao luxo e ao fausto em contraste com a pobreza, mas também ao dolorismo masoquista sob a capa da penitência. A cada passo, de modo que se vai tornando cada vez mais previsível, surgem as provocações ofensivas e blasfemas, por vezes a roçar o mau gosto.
Mas não posso deixar de sublinhar a forma repetitiva, insistente, quase obsessiva, como nessa obra está presente a crítica à religião católica. Esta é associada à intolerância inquisitorial, à superstição ridícula, à repressão da sexualidade (também esta uma obsessão), ao luxo e ao fausto em contraste com a pobreza, mas também ao dolorismo masoquista sob a capa da penitência. A cada passo, de modo que se vai tornando cada vez mais previsível, surgem as provocações ofensivas e blasfemas, por vezes a roçar o mau gosto.
Poder-se-ia
pensar que o alvo dessa crítica não é a cristianismo na sua essência, ou o
catolicismo na sua essência, mas apenas uma sua expressão histórica, a que deu
origem à Inquisição, ou a do período barroco, que sempre poderiam ser
criticadas, até pelo seu contraste com a pureza da mensagem cristã. Não podemos
esquecer os sucessivos pedidos de perdão do Papa João Paulo II pelos erros
históricos dos “filhos da Igreja”, onde se inclui, entre outros, o uso da
violência (através da Inquisição) ao serviço da pretensa defesa da verdade da
fé (ver, por exemplo, o livro de Luigi Accattoli, Quando o Papa Pede Perdão, na sua tradução portuguesa, Paulinas,
1997). Mas as críticas de Saramago vão mais a fundo, atingem a própria essência
da mensagem, as suas raízes bíblicas e evangélicas, como se comprova pela
leitura de outros dos seus livros mais famosos, O Evangelho segundo Jesus Cristo e Caim.
A
esta visão (desfigurada) da Igreja Católica deveria ser contraposta outra face:
a dos seus santos e a do papel que desempenhou historicamente (e desempenha),
na defesa da dignidade da pessoa, dos pobres e doentes, da cultura e da arte.
A
crítica cerrada do Memorial do Convento
ao catolicismo denota, além do mais, incompreensão e desprezo pela cultura
portuguesa, a erudita e a popular.
Também
seria oportuno contrapor a essa crítica o que diz Bento XVI na encíclica Deus Caritas Est. Respondendo ao
filósofo Nietzche, que acusa o cristianismo de, com os seus mandamentos e
proibições, tornar amargas as coisas belas da vida, o agora Papa emérito afirma
que, pelo contrário, nessas coisas podemos encontrar uma alegria pensada pelo
Criador, a qual nos faz pressentir o divino, porque Deus não nos tira nada do
que é humanamente bom, antes o quer purificar e conduzir à plenitude.
O
que me leva a escrever estas observações não é a intenção de reacender as
polémicas que envolveram a obra de Saramago, nem quero fazer a seu respeito um
juízo de intenções, agora que já não está connosco e quando espero que se tenha
aberto à infinita misericórdia de Deus.
O
que me preocupa é que, perante a tristemente generalizada falta de cultura
religiosa dos nossos jovens (muito maior do que a de outras gerações), estes só
venham a conhecer a Igreja católica (e mesmo o cristianismo) através da visão
distorcida que deles é dada pelo Memorial
do Convento.
Longe
de mim advogar a censura à obra de Saramago. Mas a mesma liberdade de expressão
que lhe reconheço deve servir para apontar os limites dessa obra. Nem o seu
alcance internacional, nem mesmo o prémio Nobel, lhe conferem qualquer aura de
intocabilidade. A sensação que tive quando reli agora o Memorial do Convento é certamente a que tiveram muitos dos
professores e estudantes que o lêem por obrigação. Não devem ter receio de
dizer em voz alta e publicamente o que pensam. Nem devemos aceitar passivamente
que seja esta obra a formar as mentes dos nossos jovens sobre a Igreja
Católica.
Pedro Vaz Patto, in A Voz da Verdade
CRISTIANISMO E CULTURA NO CONTEXTO DA NOVA EVANGELIZAÇÃO
O Centro Católico de Cultura da Diocese de Vila Real vai acolher, no seu Auditório, no dia 20 de Maio, a partir das 10h30, uma acção de formação para sacerdotes e leigos. Esta acção constará de uma conferência a cargo do Doutor Arnaldo de Pinho, que terá por título: “Cristianismo e Cultura no contexto da Nova Evangelização”.
A acção destina-se aos sacerdotes da Diocese e também aos leigos, de forma especial os que frequentaram o Curso de Ciências Religiosas e os que actualmente frequentam a Escola Diocesana de Educação da Fé.
As pessoas que quiserem almoçar no Seminário devem fazer a sua inscrição na portaria até ao dia 18 de Maio.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
domingo, 7 de abril de 2013
quinta-feira, 28 de março de 2013
CREIO NO ESPÍRITO SANTO
Passaram os quarenta dias de caminhada quaresmal. Entramos agora no tempo da Páscoa, que não se resume ao Tríduo Pascal, mas nos leva, com Cristo ressuscitado, até ao Pentecostes, à vinda do Espírito Santo.
Depois de expressar a fé da Igreja em Deus Pai Criador e no Filho Redentor, o Símbolo dos Apóstolos afirma: “Creio no Espírito Santo”; e o Símbolo de Niceia-Constantinopla acrescenta: “…Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele que falou pelos Profetas”. Esta é a síntese da fé da Igreja relativamente àquele que habitualmente é chamado “a terceira Pessoa da Santíssima Trindade”.
Quem é o Espírito Santo? Apresentamos uma síntese da forma como Ele nos aparece na Sagrada Escritura.
No Antigo Testamento
a) Os termos ruah e pneuma, que costumamos traduzir por espírito, são nomes comuns, que designam o vento, a respiração, o hálito de vida existente nas criaturas. Estas são forças misteriosas e inefáveis. O vento pode ser violento, mas também é indispensável para que tudo se mova e a sua brisa suave não deixa de ser agradável. A respiração é a força que sustem e anima o corpo. Ambos vêm de Deus, e o sopro de vida que Iahweh insuflou em Adão (Gn. 2, 7: “Então Iahweh Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente”) volta a Ele com a morte do homem e da mulher.
No homem, o espírito não é a mesma coisa que a alma, pois a concepção de alma imortal distinta do corpo não existe na Bíblia Hebraica. Existe sim o conceito de homem como uma unidade inseparável de corpo e espírito. No entanto, o espírito opõe-se à carne, se entendemos esta como a parte corruptível e mortal do homem, enquanto o alento vital lhe é dado por Deus, até à morte.
b) Usa-se também a expressão espírito de Deus para falar da acção, força e dinamismo divinos. O espírito de Iahweh revela-se sobretudo como uma força divina que se manifesta na criação (Gn. 1, 2: “...um vento de Deus pairava sobre as águas”) e nas pessoas humanas, transformando-as e fazendo-as capazes de grandes gestos. Estes gestos destinam-se a confirmar o povo na sua vocação e a ajudá-lo a ser fiel ao seu Deus.
O espírito de Iahweh inspira os profetas, e isto é reconhecido sobretudo depois do exílio. É também ele o espírito carismático que suscita os juizes e os reis de Israel, e é nele que é ungido o servo de Iahweh (cf. Is. 61, 1: “O espírito do Senhor Iahweh está sobre mim, porque Iahweh me ungiu”). Com efeito, o espírito abre aos profetas a Palavra de Deus e transforma-os em testemunhas, e Iahweh coloca o seu espírito sobre o seu servo (cf. Is. 42, 1).
c) Em algumas passagens do A. T. aparece também a expressão Santo espírito (por ex. no Sl. 51, 13: “...não me rejeites para longe de tua face, não retires de mim teu santo espírito) ou Espírito santo (por ex. em Is. 63, 10), mas o Espírito Santo não é ainda apresentado como uma pessoa distinta do Pai e do Filho. É simplesmente o Espírito de Deus, que é santo e se comunica à humanidade.
No Novo Testamento, usa-se o termo grego pneuma. No N. T. há alguma influência dos escritos do judaísmo extra-bíblico. Fala-se do Espírito de Deus (ou do Espírito Santo) em todos os evangelhos e em outros escritos neotestamentários, mas a sua explicitação como pessoa dá-se sobretudo em S. Lucas e nos Actos dos Apóstolos, em S. Paulo e em S. João.
a) Em primeiro lugar, o Espírito de Deus manifesta-se em Jesus: na sua concepção (cf. Mt. 1, 18.20: 18“Maria, sua mãe, comprometida em casamento com José, antes que coabitassem, achou-se grávida pelo Espírito Santo” [...]; 20“José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo”; Lc. 1, 35: “O anjo lhe respondeu: ‘O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo vai te cobrir com a sua sombra”), no seu baptismo (Mt. 3, 13-17; Mc. 1, 9-11; Lc. 3, 21-22; Jo. 1, 29-34: 32“E João deu testemunho, dizendo: ‘Vi o Espírito descer, como uma pomba, vindo do céu, e permanecer sobre ele”. 33“Eu não o conhecia, mas aquele que me enviou para baptizar com água, disse-me: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer é o que baptiza com o Espírito Santo’”), na sua ida para o deserto (Mt. 4, 1; Mc. 1, 12; Lc. 4, 1: “Jesus, pleno do Espírito Santo, voltou do Jordão; era conduzido pelo Espírito através do deserto...”), nos momentos de intimidade com o Pai através da oração (Lc.10, 21: “Naquele momento, ele exultou de alegria sob a acção do Espírito Santo e disse: ‘Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste essas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos’”), no seu ministério público (por ex. quando expulsa os demónios ou quando opera os seus milagres) e na sua morte e ressurreição: Jesus, entregando o seu espírito (Lc. 23, 46; Jo. 19, 30), prepara a efusão do Espírito Santo sobre os seus. Na entrega do espírito de Jesus ao Pai, realiza-se a glorificação da Santíssima Trindade.
b) Antes de partir deste mundo, Jesus promete o envio do Espírito Santo, que virá como consolador, defensor e intercessor (Jo. 14, 16: “...e ele vos dará outro Paráclito...”; 16, 7: “...se eu não for, o Paráclito não virá a vós. Mas se eu for, enviá-lo-ei a vós.”), como Espírito da Verdade (Jo. 14, 17; 16, 13. “...ele vos conduzirá à verdade plena...”), como aquele que tudo ensina (Jo. 14, 26: “Mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos disse”), que irá desmascarar a culpabilidade do mundo (cf. Jo. 16, 8-11) e que glorificará o próprio Jesus Cristo (Jo. 16, 14: “Ele me glorificará porque receberá do que é meu e vos anunciará”).
c) Depois da sua ressurreição, Jesus concedeu o Espírito Santo aos Apóstolos, para que pudessem cumprir a sua missão: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo. 20, 22-23). Mandou-os também baptizar os novos discípulos “...em nome do Pai, do Filho e dos Espírito Santo” (Mt. 28, 19).
d) A grande manifestação do Espírito Santo à Igreja nascente dá-se porém no Pentecostes. Segundo o texto de Act. 2, 4, “...todos ficaram repletos do Espírito Santo...”. Deu-se aqui o cumprimento da promessa de Jesus Cristo, de que não deixaria órfãos os seus discípulos. O Espírito Santo é o defensor e consolador prometido, e por Ele os discípulos darão testemunho de Cristo. É pela sua acção que a Igreja se dá a conhecer ao mundo e se liberta das peias que o judaísmo insiste em lhe colocar. Os Apóstolos perdem o medo de testemunhar a sua fé em Jesus Cristo ressuscitado e lançam-se na missão de anunciar o Evangelho ao mundo, porque o Espírito Santo está com eles. É também Ele que guia a Igreja e está presente nas suas grandes decisões. Por isso se diz que o Espírito Santo é a alma da Igreja.
e) A cada cristão Ele concede os dons ou carismas necessários, mas do mesmo modo que garante a comunhão na Santíssima Trindade, também congrega a Igreja na unidade e santifica-a como Corpo de Cristo. Por isso São Paulo pode saudar os cristãos de Corinto com a fórmula trinitária que nós hoje continuamos a usar: “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus [Pai]e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós!” (2Cor. 13, 13). Esta é a condição indispensável para sermos Igreja e actuarmos como Igreja.
CONCLUSÕES
Depois desta exposição sobre a forma como a Sagrada Escritura nos fala do Espírito Santo, podemos sintetizar, em jeito de conclusão:
1. O Espírito Santo vai-se manifestando discretamente, até se revelar em força nos momentos mais decisivos da história da salvação. No A. T., «o Espírito Santo, como pessoa, está encoberto», como diz o Papa João Paulo II na sua Encíclica “Dominum et Vivificantem” (cf. n.º 15). Irrompe no N. T., depois de o Filho consumar a sua obra de salvação. De facto, como podemos verificar, no A. T. predomina a figura do Pai; no N. T. predomina a figura do Filho e ao mesmo tempo abre-se o caminho à acção do Espírito Santo na Igreja. Assim se torna explícita a existência da Santíssima Trindade, presente desde o princípio na obra da criação.
2. O Espírito Santo é uma pessoa, mas para se falar dele usa-se a linguagem dos símbolos, que evidenciam aquilo que Ele faz. Eis alguns desses símbolos:
Vento, sinal da força de Deus: o vento destrói obstáculos que pareciam intransponíveis (Act. 2, 2) e é símbolo da força, acção e dinamismo de Deus, que se manifestam logo na criação (cf. Gn. 1, 2) e depois actuam nos profetas (Ez. 1, 4) e nos Apóstolos (Act. 2, 2).
Hálito, alma (alento vital) do homem: Gn. 2, 7.
Água: os rios de água viva de que fala Jesus em Jo. 7, 38 são o símbolo da vida nova no Espírito Santo: “Ele falava do Espírito que deviam receber aqueles que tinham crido nele; pois não havia ainda Espírito, porque Jesus ainda não fora glorificado” (Jo. 7, 39).
A pomba é o sinal da simplicidade, da liberdade e da paz, do calor e da vida, e do mistério de Deus. Conforme a pomba que pousa na arca de Noé (Gn. 8, 6-12) anuncia a nova humanidade, também aquela que aparece no Baptismo de Jesus (Mt. 3, 16) anuncia que Ele é o iniciador da nova criação, o que baptiza no Espírito Santo.
O fogo significa, na Bíblia, a presença amorosa e activa de Deus no meio do seu povo. É sinal de insatisfação, de inquietação, de purificação (Is. 6, 6-7; Ez. 1, 4) e entrega à missão, sobretudo ao ministério da Palavra (cf. Act. 4, 8. 20: a ânsia de proclamar a Palavra é como um fogo que queima). Por isso em Act. 2, 3 o Espírito Santo desce em forma de línguas de fogo.
5. O Espírito Santo é o Espírito da Verdade. É no seu testemunho que «o testemunho humano dos Apóstolos encontrará o seu mais forte sustentáculo» (cf. Dominum et Vivificantem, n.º 5). Assim o Espírito Santo não ensina nada diferente do que Jesus Cristo ensinou, mas pelo contrário, assegura de modo duradouro a transmissão e irradiação da Boa Nova revelada por Jesus de Nazaré (cf. Dominum et Vivificantem, n.º 7).
segunda-feira, 25 de março de 2013
MENSAGEM DE SANTA PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO
Meus caros Diocesanos, Padres, Diáconos, Religiosos e Leigos:
Votos de santa Páscoa, na alegria de Jesus Ressuscitado. Exultemos e alegremo-nos. A pedra rejeitada pelos construtores, se tornou pedra angular, obra de Deus e prodígio. É o dia da vitória do Senhor, exultemos e alegremo-nos nele! (Sl.118,22-24). Demos glória a Deus e agradeçamos o Papa que Ele nos deu e a fé e a feliz esperança em Jesus Ressuscitado, alegria e razão de ser da nossa vida!
Aleluia! Aleluia!
1.- A Páscoa leva-nos para lá da Quaresma, mediante o memorial do mistério pascal da morte e ressurreição do Senhor, para a Páscoa eterna e gloriosa, com Cristo, em Deus. A comunhão do corpo e sangue do Senhor ajuda-nos a pré-saborear os bens celestes, caminhando firmes e inabaláveis na fé e na esperança em Jesus Ressuscitado, que venceu o pecado e a morte. A Eucaristia cria e anuncia a união com Cristo glorioso, é memorial da Sua morte, sinal sacramental de fé, amor e esperança nos bens e na vida eterna que desejamos e convite a crer no amor e alegria da Boa Nova, alicerçados em Cristo, até sermos um, com Ele, em Deus. Na Eucaristia colhemos a fé e a esperança na vida eterna, o amor perene dado até ao limite e alegria que não tem fim.
Votos de santa Páscoa, na alegria de Jesus Ressuscitado. Exultemos e alegremo-nos. A pedra rejeitada pelos construtores, se tornou pedra angular, obra de Deus e prodígio. É o dia da vitória do Senhor, exultemos e alegremo-nos nele! (Sl.118,22-24). Demos glória a Deus e agradeçamos o Papa que Ele nos deu e a fé e a feliz esperança em Jesus Ressuscitado, alegria e razão de ser da nossa vida!
Aleluia! Aleluia!
1.- A Páscoa leva-nos para lá da Quaresma, mediante o memorial do mistério pascal da morte e ressurreição do Senhor, para a Páscoa eterna e gloriosa, com Cristo, em Deus. A comunhão do corpo e sangue do Senhor ajuda-nos a pré-saborear os bens celestes, caminhando firmes e inabaláveis na fé e na esperança em Jesus Ressuscitado, que venceu o pecado e a morte. A Eucaristia cria e anuncia a união com Cristo glorioso, é memorial da Sua morte, sinal sacramental de fé, amor e esperança nos bens e na vida eterna que desejamos e convite a crer no amor e alegria da Boa Nova, alicerçados em Cristo, até sermos um, com Ele, em Deus. Na Eucaristia colhemos a fé e a esperança na vida eterna, o amor perene dado até ao limite e alegria que não tem fim.
João Paulo II pediu para nos abrirmos a Cristo, Bento XVI a centrar tudo, em Cristo, que não rouba nada e nos dá tudo e o recém-eleito Papa Francisco, Bispo de Roma e Pastor Universal, para caminhar, edificar e confessar Jesus Cristo, não correndo em vão, nem edificando sobre a areia. Como os ramos sem a videira secam, sem Ele não há pode haver frutos. “Sem Mim não podeis dar fruto”(Jo 15,1-8). “Quem não opera comigo dispersa”. Quem não vive, nem edifica com Ele, nem O confessa como Filho de Deus, acaba por adorar amuletos, sucedâneos, falsos ídolos, cisternas rotas, imaginários moinhos de vento, castelos na areia, arruinando a própria vida. “Que importa ao homem ganhar o mundo inteiro se vem a perder-se a si mesmo?” (Mc 8,36).
A mensagem quaresmal de Bento XVI exorta a “conhecer o amor de Deus, por nele, crermos” (1 Jo 4,16) e a celebrá-lo, na verdade e coerência, segundo a promessa e a esperança a que somos chamados, testemunhando o amor e a glória do Ressuscitado, que, vencendo o pecado e a morte, nos dá a vida, a alegria e a felicidade imorredoiras.
2.- Paulo anuncia o evangelho que se manifesta em Cristo e é força de Deus para quem crê e a doutrina da Via, a que Paulo aderiu, sem se envergonhar. Cristo é Caminho, Verdade e Vida, que vem do Pai e a Ele nos leva. Cheio da esperança na Ressurreição, fala com ardor de Jesus, Caminho, Verdade e Vida que se sujeitou à morte para a vencer. Sem medo nem vergonha, fala, sofre e labuta, pelo Evangelho. Anuncia o Ressuscitado, fonte de vida, que é a Via (Act. 9, 2; 19, 9.23; 22, 4; 24,14.22). Para Paulo, tudo é perda e lixo, depois que conheceu Cristo. Acredita “na força da Sua ressurreição e na comunhão com os seus sofrimentos” e reconhece: “Conformo-me com Ele na morte, para ver se consigo a ressurreição dentre os mortos; não que já O tenha alcançado ou já seja perfeito, mas, eu corro para ver se O alcanço, já que fui alcançado por Cristo Jesus” (Fil.3, 8-12).
A mensagem quaresmal de Bento XVI exorta a “conhecer o amor de Deus, por nele, crermos” (1 Jo 4,16) e a celebrá-lo, na verdade e coerência, segundo a promessa e a esperança a que somos chamados, testemunhando o amor e a glória do Ressuscitado, que, vencendo o pecado e a morte, nos dá a vida, a alegria e a felicidade imorredoiras.
2.- Paulo anuncia o evangelho que se manifesta em Cristo e é força de Deus para quem crê e a doutrina da Via, a que Paulo aderiu, sem se envergonhar. Cristo é Caminho, Verdade e Vida, que vem do Pai e a Ele nos leva. Cheio da esperança na Ressurreição, fala com ardor de Jesus, Caminho, Verdade e Vida que se sujeitou à morte para a vencer. Sem medo nem vergonha, fala, sofre e labuta, pelo Evangelho. Anuncia o Ressuscitado, fonte de vida, que é a Via (Act. 9, 2; 19, 9.23; 22, 4; 24,14.22). Para Paulo, tudo é perda e lixo, depois que conheceu Cristo. Acredita “na força da Sua ressurreição e na comunhão com os seus sofrimentos” e reconhece: “Conformo-me com Ele na morte, para ver se consigo a ressurreição dentre os mortos; não que já O tenha alcançado ou já seja perfeito, mas, eu corro para ver se O alcanço, já que fui alcançado por Cristo Jesus” (Fil.3, 8-12).
Como S. Paulo, o recém-eleito Papa Francisco exorta a caminhar, a não parar, a ir mais além, a olhar o futuro, com esperança, certos de que Jesus caminha connosco e não se deve deixar de andar e construir, com Ele, enxertados e alicerçados n’Ele, edificando e professando sempre o Seu nome, pois, é Ele o único que nos pode salvar.
3.- Exorto-vos a cultivar a fé, a esperança e amor a Cristo, despojados de vós mesmos, sustentados, pela oração assídua e fervorosa, certos de que a Igreja de que fazemos parte e na qual trabalhamos, não é nossa, mas é a vinha e obra de Deus. Somos pobres e humildes trabalhadores da vinha do Senhor, peregrinos, descartáveis, passageiros, servos e meros instrumentos, que, após ter cumprido a nossa obrigação, somos servos inúteis, que não fizeram mais que a sua obrigação, na docilidade e obediência a Deus.
Bento XVI deu-nos o exemplo corajoso, responsável, inefável, que só se compreende à luz da fé em Cristo e na Igreja, que obra de Cristo e templo do Espírito. Não deixou de seguir, amar e crer em Cristo, mas de agir, como sucessor de Pedro. Papa e Bispos não sucedem a Cristo, o insubstituível, de ontem, de hoje, de sempre, única pedra angular. Cristo não tem sucessores. Tem discípulos, seguidores e testemunhas, que d’Ele tudo recebem. Bento XVI não deixou de anunciar, confessar e seguir Cristo, mas, coerente, humilde e responsável, cheio de fé em Cristo e na Igreja, abdicou noutro com mais forças e menos idade, para que ele emprestasse a visibilidade e energias a Cristo, para bem do Seu corpo que é a Igreja, vinha de Cristo e não pertença e obra nossa. Assim, o génio humilde do grande Papa Bento XVI, é um exemplo de humildade, despojamento e responsabilidade, ancorado na
fé e esperança, em Jesus Ressuscitado que vive na Igreja, a aguenta e defende, pedindo para crermos
e o acompanharmos, na oração, de joelhos ao pé da cruz de Cristo, que deu a sua vida por nós, e com a ressurreição nos assegurou a vitória sobre o pecado e a morte. A Ele seja dada honra, glória e louvor, pelos séculos dos séculos.
Amen!
Vila Real, Solenidade de S. José, 19 de Março de 2013
+ Amândio José Tomás, bispo de Vila Real
fé e esperança, em Jesus Ressuscitado que vive na Igreja, a aguenta e defende, pedindo para crermos
e o acompanharmos, na oração, de joelhos ao pé da cruz de Cristo, que deu a sua vida por nós, e com a ressurreição nos assegurou a vitória sobre o pecado e a morte. A Ele seja dada honra, glória e louvor, pelos séculos dos séculos.
Amen!
Vila Real, Solenidade de S. José, 19 de Março de 2013
+ Amândio José Tomás, bispo de Vila Real
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